Falando a verdade #8 – A hipocrisia que impera no mundo da luta e suas consequências

Por Cristiano Martins

Há algum tempo atrás, vocês que acompanham minhas redes sociais, repararam que eu, voltei a “tretar” lá por dois motivos, um foi que me envolvi dando opinião na briga do Wallid com o Renzo, e outra porque chamei a baila um assunto que ocorreu em Curitiba e que tem relação direta com os interesses de TODOS que estão envolvidos com o esporte não só na capital brasileira da luta, como em todo o restante do país.

Um árbitro, ligado a APL (Associação Paranaense de Lutas) fez uma ameaça no Instagram de uma árbitra de que se acontecesse de novo, ele fazia questão de ir pessoalmente fechar o evento.

Para quem não está por dentro do ocorrido, eu explico:

Tratou-se da realização de um evento de MMA que nem na cidade aconteceu, nem divulgação do local fez, respeitou os protocolos teóricos de segurança, servindo inclusive de base para quem pretende retomar suas atividades.

Dito isso, eu me posicionei em defesa tanto do evento, quanto da árbitra, diante de um fato que julguei no mínimo deselegante vindo de um companheiro de profissão.

Pois bem, como deselegância se combate com mais deselegância ainda, acirrei os ânimos e minha postura desde então está sendo a de provocar o dito cujo e vocês não podem imaginar qual foi minha surpresa, pega a pipoca que essa é digna de filme.

O rapaz em questão participou de um evento de boxe onde estreou no boxe amador o filho da lenda Wanderlei Silva o Thor, fato esse divulgado nos principais portais especializados do Brasil, como Tatame, PVT, dentre outros.

Não satisfeito em participar do evento, o rapaz (preocupadíssimo com a saúde das pessoas) esqueceu das regras de distanciamento e ignorou que havia presença de público (Mínimo, tenho que reconhecer) e que Curitiba encontra-se na bandeira amarela o que segundo matéria publicada no site G1, data de 18 de agosto, impede a realização de eventos, para piorar, existe uma polêmica entre os publicadores da matéria e a prefeitura sobre os cálculos que medem a cor da bandeira, que deveria, segundo outra matéria do mesmo site, estar na cor laranja, ainda pior que a atual.

Pra colocar uma cereja no bolo de tamanha hipocrisia, advinhem quem arbitrou a luta? Isso mesmo minha gente, o árbitro Curitibano que trabalha na prefeitura, justamente no setor que fiscaliza tudo isso.l

A constituição brasileira é bem clara quando diz:

“Todos são iguais perante a lei.”

O que eu quero dizer é que sim, precisamos cumprir leis, protocolos, mas, que ninguém pode coagir ninguém mostrando força, que o mundo da luta se una para minimizar os estragos causados pela Pandemia e para isso precisamos mais do que nunca nos despir de vaidade.

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