Falando a verdade #4 – Apesar de tudo, eles sempre tiveram razão

Por Cristiano Martins

Sim, lembram quando em um dos UFCs no Brasil, surgiu a notícia que seria implantada a Comissão Atlética Brasileira?

Lembram das polêmicas envolvendo exigências e protocolos, em sua maioria protocolos médicos que diziam ser impossível de cumprir para que se mantivesse o MMA minimamente funcionando?

Eu briguei muito com o modus operandi da implantação, escrevi alguns textos inclusive citando o fato de que a CABMMA estava fazendo como o pedreiro português, querendo construir a casa a partir da laje, sem reforçar os alicerces.

Sim, eu mantenho a minha opinião a esse respeito, para se impor algo no cenário carente que temos, era necessário uma contrapartida sólida, com um trabalho de base bem feito, parceria com hospitais, clínicas e laboratório, estudos e conscientização para que os atletas entendessem antes de qualquer coisa a importância de se previnir de problemas sérios envolvendo suas saúdes.

Pois bem, fato é que embora eles (CABMMA), não implantassem sua doutrina da maneira que esse que vos fala achasse correta, eles fizeram, do jeito deles mais fizeram, erraram muito no princípio, mas fizeram e continuam fazendo.

Apesar de erros grosseiros continuarem ocorrendo como no episódio do BRAVE é fato que se tornaram em poucos anos o melhor serviço disponível no mercado.

Sim, eles são apenas uma equipe de arbitragem com padrões rigorosos, não tem o poder de comissão atlética e nem mesmo algum acesso a esferas governamentais de fato.

Contudo, eles mostram que o rigor nas exigências médicas nunca estiveram errados, pelo contrário, nunca me atrevi a dizer nada parecido, é óbvio ululante que tinham total razão em suas exigências.

E isso fica claro quando acontece uma fatalidade como a que ocorreu com o atleta da TFT, campeão do Titan (evento americano), laureado no Prêmio Osvaldo Paquetá como melhor nocaute em 2017 sofre uma Isquemia Cerebral em sua última luta pelo Future MMA.

O Future é um evento brilhante, eu que acompanho o MMA Brasileiro com afinco, já declarei que nenhum outro evento teve a capacidade de fazer em curto espaço de tempo o que o Future MMA fez, tanto em produção, quanto em remuneração, passando por card, Staff e tudo que coloca um evento como excelente em organização.

Foi é até agora o melhor evento já produzido no Brasil depois do UFC.

Mas pecaram.

Sim, pecaram feio em uma coisa simples.

Não exigir os exames protocolares da CABMMA.

Não estou dizendo que a fatalidade não ocorreria se tivessem exigido é óbvio, agora que teriam respaldo para se isentarem totalmente de responsabilidade, isso com certeza teriam.

No mais o que me resta é lamentar o ocorrido com o Rudson Caliocane que é além de um atleta talentoso um ser humano ímpar e desejar saúde a ele.

Lembrando que ele está buscando recursos para seu tratamento e vocês podem ajudá-lo clicando no link abaixo:

https://www.gofundme.com/f/rudson-caliocane-medical-expenses/donate

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