Após brilhar no Future FC, Monique Adriane assina com o Invicta

Por Leandro Mamute e Lucas Rodrigues

Com apenas 22 anos, a paulista Monique Adriane surge como uma das principais promessas do MMA brasileiro. Após conquistar grande vitória no Future FC 3, a atleta entrou no radar do Invicta FC, a maior liga de MMA feminina do mundo e foi chamada para fazer parte do seu plantel. Vivendo este novo momento na carreira, a peso-átomo da Tsunami Combat sonha em tornar-se campeã mundial na divisão e assim fazê-la reconhecida por todos.

Após vitória no Future, Monique Adriane garantiu um contrato com o Invicta FC (Foto: Future FC)

Com quatro vitórias e apenas uma derrota no MMA profissional, Monique relembra sua infância. Segundo ela, uma época feliz. Arteira, Monique que gostava de brincar na rua e costumava dar trabalho para sua mãe ao encrencar com os meninos do bairro:

“Não tenho do que reclamar sobre a minha infância. Morávamos em uma rua sem saída, que tinha um portão no início dela e chamávamos de “condomínio”. Brinquei de tudo o que tinha que brincar, fiz tudo o que uma criança tinha que fazer. Acabei pegando um pouco dessa transição para aquela época de computador, tecnologia, mas sempre fui uma criança bem arteira e que trocava qualquer coisa pela rua. Eu dava muito trabalho para minha mãe em questão de brigas (risos). Na maioria das vezes com meninos. Nunca gostei de Barbie, maquiagem, essas coisas. Sempre gostei de pião, pipa, jogar bola, estar no meio da molecada. Então na maioria das vezes eu encrencava com os meninos e dava esses problemas para a minha mãe (risos).” – conta

A lutadora começou no mundo das artes marciais praticando Muay Thai e Kickboxing, modalidades onde coleciona títulos. Logo em seguida, a jovem striker decidiu migrar para o MMA. E mesmo que seu início não tenha sido como o esperado, Monique teve a certeza de que aquele era o caminho que devia seguir:

“Posso dizer que na minha transição para o MMA, eu tomei um “susto”, pois até então eu só tinha lutado Muay Thai e Kickboxing. Eu conheci a luta através do Muay Thai e, no mesmo ano, também comecei no Kickboxing. Quando fui para o MMA, em minha estreia no amador, acabei perdendo e isso me frustrou um pouco no momento. Vi que o MMA era um desafio e tanto pra mim. E foi justamente por conta desse desafio que a o MMA acabou me conquistando.” – relembra

A peso-átomo da Tsunami Combat migrou rapidamente da luta em pé para o MMA (Reprodução: Instagram)

Depois de perder na estreia, a carreira de Monique tomou outra direção. Em rápida ascensão, a atleta obteve excelentes resultados, que lhe credenciaram para figurar o card da 3ª edição do Future FC, em março deste ano. A peso-átomo teve pela frente a carioca Vanessa Santos, outra promessa da divisão e conquistou uma vitória espetacular por nocaute técnico no segundo round. Vitória que chamou a atenção de muitos, inclusive do Invicta FC. Após seu triunfo, Monique foi convidada para faz parte da maior liga de MMA feminino do planeta.

Monique e sua equipe comemorando a vitória no Future: uma atuação de gala, que chamou a atenção do Invicta (Foto: Future FC)

Sobre o convite para integrar o plantel do Invicta FC, a atleta garante que nem ela sabe como o mesmo surgiu. Surpresa, Monique custou a acreditar que o sonho havia se tornado realidade:

“Nem eu sei como surgiu o convite para o Invicta (risos). Sempre fui fã de carteirinha do Invicta FC, acompanho a organização desde que migrei para o MMA, então dá para imaginar como foi receber essa notícia. Sensação de que todos esses anos de trabalho duro valeram a pena e que você alcançou a sua meta. Aquele peso nas costas de repente sai, porque você vê que conquistou seu objetivo. A gente trabalha tanto para que esse dia chegue, mas quando chega, é difícil acreditar que aquilo é real.”

Monique Adriane assinando contrato com o Invicta FC: o início de uma nova etapa (Reprodução: Instagram)

A mais nova contratada do Invicta contou um pouco sobre sua rotina diária. Monique, que hoje vive exclusivamente da luta, divide-se entre treinamentos, aulas em grupo e particulares:

“Minha rotina gira em torno da luta. Se não estou treinando, estou passando o meu conhecimento para alguém. Larguei um emprego de carteira assinada, com salário no fim do mês, para viver da luta. Sabia que não ia ser fácil, mas tinha que acreditar em mim. Meu treinador me deu oportunidade, uma turma para que eu desse aula e disse que dali eu tiraria meu sustento. E então veio a segunda turma, a terceira, além dos personais.”

Monique e uma de suas turmas (Reprodução: Instagram)

Além disso, o apoio de seus pais e da Prefeitura de Taubaté também são imprescindíveis para a carreira da atleta:

“Graças a Deus, meus pais me dão teto e comida, o que já corta muito os gastos. Já a parte de materiais de treino, suplementação, exames e viagens, eu tiro do meu bolso, com as aulas e conto também com apoio da Prefeitura de Taubaté, que me ajuda bastante.”

Feliz com a assinatura do contrato, Monique garante que este é só o começo de sua jornada. Determinada, a peso-átomo almeja o topo da divisão:

“Esse é só o começo. Sei que alcancei algo grande, que é assinar com o Invicta, mas quero ir além. Quero me tornar campeã do evento, dona do cinturão. Aí sim serei 100% realizada. Estou vivendo a minha melhor fase até aqui e sou muito grata por ter conquistado um lugar no Invicta, mas não vou parar até ser campeã. Espero um dia fazer história e poder mostrar a categoria peso-átomo para o mundo inteiro. Vou trabalhar para que um dia os grandes eventos, como UFC e Bellator, reconheçam a divisão e suas atletas.” – finaliza

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