Com vitória espetacular no Future FC 4, Wellington Turman está pronto para estreia internacional no LFA

Por Leandro Mamute

Foto: Mayara Pernetti/Future FC

Uma das maiores revelações do MMA nacional provou neste último sábado que está em outro nível e merece brilhar fora do Brasil: com uma vitória arrasadora sobre Marcio Lyoto, finalista do TUF Brasil e ex-UFC, na 4ª edição do Future FC, Wellington Turman garantiu o bônus da noite e também um contrato com LFA, um dos eventos que mais exporta atletas para o UFC.

Com apenas 22 anos de idade e somando 17 lutas no cartel, sendo 15 vitórias e apenas duas derrotas, o pupilo do mestre Gile Ribeiro, eleito melhor treinador de 2018 pelo Prêmio Osvaldo Paquetá, deixou evidente que pode representar bem o Brasil nos maiores eventos do mundo.

O apoio dos pais, Ademir e Ana Cristina Turman, foi essencial para que o jovem alcançasse o nível que apresenta hoje, principalmente na parte psicológico, tudo graças a boa educação e exemplo que Wellington tem dentro de casa.

Turman tem em sua família a força para alcançar o seu sonho (Foto: Arquivo Pessoal)

Por se achar sedentário, Turman sabia que necessitava de uma atividade física. Tentou musculação e acabou percebendo que precisava de algo com mais “ação”. Foi então que aos 15 anos de idade, através de um inquilino do pai, que dava aulas de Muay Thai, que o jovem iniciou nas artes marciais.

Minha infância foi muito boa, meus pais sempre me apoiaram bastante e me deram uma boa educação. Na minha adolescência comecei a me sentir sedentário, tentei algumas atividades físicas e nada me agradava, queria algo com mais ação, pois eu sentia essa necessidade de ter alguma atividade mais explosiva. Meu pai havia alugado a casa para um professor de Muay Thai, o mestre Cleber Argente. Meu irmão, William, me incentivou a ir conhecer a aula e de cara eu vi que era o tipo de esporte que eu precisava.” – conta

Vendo nomes como Anderson Silva e Jon Jones, no UFC, que Wellington descobriu que precisava migrar para o MMA. A estréia, na categoria amadora, aconteceu aos 17 anos de idade. Com cinco vitórias em cinco lutas no cartel amador, o jovem completou 18 anos e decidiu dar início na carreira profissional.

O atleta fez sua estreia no MMA profissional aos 18 anos e hoje, aos 22, ostenta um excelente cartel (Foto: Arquivo Pessoal)

Foi com o mestre Diego Marlon que Wellington iniciou sua jornada profissional. Após vencer seus dois primeiros combates por finalização, o atleta recebeu um convite para lutar no extinto evento The Hill Fighters, que na época era transmitido pelo canal Combate. O adversário, com um cartel de sete vitórias e uma derrota, era Thiago Nata, da Astra Fight Team, que acabou nocauteado por Turman no segundo round. 

“Meu interesse pelo MMA surgiu enquanto assistia feras como Anderson Silva e Jon Jones no UFC, sonho chegar no nível desses caras. Pouco depois de completar 17 anos já iniciei no MMA amador, venci as cinco lutas que fiz. Quando completei 18 anos, já mergulhei no MMA profissional e, após minha segunda vitória, fui convidado para lutar um evento que era transmitido ao vivo pelo Combate, onde enfrentei um cara bem mais experiente, creio que me convidaram para ser presa fácil, mas o “azarão” acabou vencendo a luta.” – revela

Entre 9 de agosto e 28 de setembro de 2014, Turman fez suas primeiras três lutas profissionais, e após sua vitória sobre Thiago Nata, surgiu o convite de um dos maiores treinadores do país, Gile Ribeiro, que enxergou potencial na jovem estrela paranaense.

Wellington e seu mestre Gile Ribeiro (Foto: Arquivo Pessoal)

“O mestre Gile Ribeiro sempre foi um cara que acreditou e investiu em mim demais. Graças a ele eu estou neste nível hoje, sou muito grato a ele por tudo que fez e ainda faz por mim.” – declara

Uma página triste na história de Wellington Turman foi a não ida ao Contender Series, onde enfrentaria Leonardo “Cabeção”. Pela ausência de visto americano, o lutador não conseguiu fazer sua estréia internacional, acabou sendo substituído por Marcio Lyoto, que venceu mas não foi contratado por Dana White. No mesmo card, o companheiro de equipe, Rogerio Bontorin, venceu e conseguiu o contrato com o UFC.

Turman e o contrato assinado para o The Contender Series: oportunidade que não se concretizou por problemas com o visto (Foto: Arquivo Pessoal)

“Eu fiquei muito triste, estava super animado de lutar em Las Vegas, sendo observado pelo Dana. Quando pensei em me abater, meu mestre me disse que eu deveria levantar a cabeça e continuar treinando duro, que Deus sabia de todas as coisas e minha hora ainda chegaria.” – revela

O destino prega peças, e, na votação do Future FC 4, o público decidiu colocar Wellington Turman para enfrentar Marcio Lyoto. A luta, que seria a co-principal da noite, ganhou o status de luta principal após a saída de Alan “Puro osso” do card. Após uma encarada apimentada com provocações, os dois mediram forças no decágono do Future FC, na capital paulista, e com uma luta muito técnica, Turman venceu, com sobras, por finalização no primeiro round. Engana-se quem pensa que o pupilo de Gile Ribeiro buscou a luta agarrada, o lutador, que também foi preparado pelo professor Cristiano Padilha, partiu para a trocação e conseguiu frutrar o jogo de Lyoto. Após uma boa combinação de golpes, Turman aproveitou que Lyoto estava no solo, e colocou um ponto final na história aplicando um belo mata-leão, aos três minutos e 10 segundos do primeiro round. 

No Future FC 4, a redenção: Turman vence Lyoto e conquista um contrato com o LFA (Foto: Marquinhos Santos)

“Meu time me preparou muito bem para essa luta com o Marcio Lyoto. Eu precisava vencer um nome de expressão e por isso trabalhamos duro, estudamos o jogo dele e conseguimos a vitória.” – conta

Vindo de quatro vitórias seguidas, das 15 totais da carreira, Wellington Turman é o mais novo atleta do Future FC a integrar o quadro de lutadores do Legacy Fighting Alliance, conhecido como LFA, que é presidido por Ed Soares. O atleta da Gile Ribeiro Team sonha ser campeão do UFC e sabe que estar no LFA pode ser a maneira de conseguir isto ainda em 2019.

“Estou muito feliz com a oportunidade no LFA, será minha estréia internacional e estarei ali, pertinho do UFC. Não vou mentir, meu maior sonho é ser campeão do UFC e eu serei. Coloquei como meta entrar na maior organização do mundo ainda este ano, este é o primeiro passo. Pode ter certeza que ainda darei muitas alegrias para o povo brasileiro, estou pronto para buscar voos maiores.” – finaliza

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